Em momentos eleitorais, o mercado financeiro se prepara para um turbilhão de reações, volatilidade e novas oportunidades. Seja nos EUA, Brasil, Portugal ou em outros países, as urnas ditam rumos e influenciam decisões de investidores ao redor do mundo.
As eleições são eventos de alto impacto porque introduzem incertezas políticas e econômicas simultâneas. O anúncio de candidatos, debates e pesquisas gera oscilações de sentimento, refletidas em variações bruscas nos preços de ativos.
Geralmente, antes de cada pleito, a volatilidade sobe de forma expressiva. Bolsas caem, o câmbio se altera e investidores reforçam posições defensivas. Após o resultado, há alívio ou decepção, e os mercados ajustam-se a uma nova realidade.
Sendo o coração do sistema financeiro, as eleições americanas definem tendências e contagiam mercados emergentes e desenvolvidos. Em 2016, a vitória de Trump provocou vendas maciças antes da apuração, seguidas de rápida recuperação quando a política fiscal foi detalhada.
No pleito de 2020, a eleição de Biden trouxe estabilidade moderada e incertezas fiscais, pois investidores aguardavam definições sobre estímulos e regulamentações. O dólar exibiu força, alta nos rendimentos dos Treasuries e oscilações no mercado de criptomoedas.
Além da corrida presidencial, eleições estaduais e legislativas, como em Virginia e New Jersey, sinalizam diretrizes para tributação e estímulos fiscais, afetando diretamente o valor do dólar e o apetite por ações de setores sensíveis.
No Brasil, a volatilidade do câmbio pode aumentar até 30% em períodos eleitorais. A expectativa de alterações na política fiscal e na condução da taxa Selic faz com que o real oscile e afete investidores estrangeiros.
Em 2022, o mercado aguardava cortes de juros, mas o cenário político conturbado postergou decisões do Banco Central. Isso gerou fluxo de capital de curto prazo em direção a ativos seguros e fortaleceu o dólar.
Para o ciclo 2025/2026, o espaço para afrouxamento monetário dependerá do resultado das urnas. Investidores devem ficar atentos à mudança de governantes e ao equilíbrio das contas públicas, pois qualquer sinal de déficit elevado pode elevar os juros e afastar capital estrangeiro.
Em eleições legislativas, a confiança dos investidores e consumidores é testada. Em 2025, apesar de oscilações leves no índice PSI da bolsa de Lisboa, a dívida soberana manteve juros estáveis.
O desafio em Portugal é a implementação de políticas públicas que estimulem o crescimento sem comprometer a responsabilidade fiscal. Mudanças de governo podem alterar prioridades em infraestrutura, energia e inovação, afetando diretamente o mercado de capitais local.
Em nações emergentes, a regulação de criptomoedas costuma ganhar destaque em períodos eleitorais. Governos de viés progressista tendem a incentivar inovações financeiras, enquanto administrações conservadoras impõem restrições.
Políticas ambientais também entram na pauta, sobretudo em países ricos em recursos naturais. No Brasil, projetos sobre preservação da Amazônia influenciam investimentos em agronegócio, energia renovável e crédito de carbono.
Em tempos de eleição, o investidor bem-sucedido:
Essas orientações ajudam a transformar incertezas eleitorais em oportunidades controladas, reduzindo perdas e ampliando ganhos no longo prazo.
Referências