Em um momento de oscilações econômicas, entender onde alocar seu capital pode definir o sucesso financeiro de um investidor.
Para traçar uma estratégia de investimento, é fundamental distinguir três conceitos centrais:
A deflação de 0,11% registrada em agosto de 2025 no Brasil foi a primeira desde agosto de 2024 e a mais intensa desde setembro de 2022. No acumulado do ano, porém, a inflação atinge 3,15%, enquanto o IPCA em 12 meses chega a 5,13%, abaixo dos 5,23% do período anterior.
Esse fenômeno pontual é resultado da queda nos preços de habitação e de alimentação e bebidas, reforçado por um ambiente de ociosidade econômica e redução nos custos de produção.
Quando o preço de bens e serviços recua, consumidores podem adiar compras na expectativa de valores ainda menores, prejudicando o consumo. Empresas, então, reduzem a produção e podem demitir funcionários, gerando um ciclo vicioso de contração.
Já uma inflação acima da meta oficial de 3% (com tolerância de ±1,5 ponto) corrói o poder de compra e exige aumentos na taxa Selic para conter a alta de preços.
Atualmente, o mercado projetou pela 13ª vez seguida uma inflação em 2025 de 4,86% (ante 4,95%) e de 4,33% para 2026 (ante 4,40%). A expectativa de juros segue elevada: 15% ao fim de 2025 e 12,50% em 2026.
Em um ambiente de juros altos, títulos de renda fixa oferecem segurança e rentabilidade real quando bem selecionados.
Veja algumas opções recomendadas pelos especialistas:
No segmento de renda variável, diferentes setores reagem de formas distintas à inflação e deflação:
Os FIIs de tijolo, por sua vez, dependem da demanda por aluguéis e da liquidez do mercado imobiliário, podendo ter desempenho mais volátil.
Com base nas projeções de inflação e crescimento do PIB, segue um panorama de investimento:
Em cenários de cenário de incerteza econômica, alinhe seu portfólio com os seguintes pontos:
Ao diversificar sua carteira, reconheça os prós e contras de cada classe:
Títulos pós-fixados como o Tesouro Selic acompanham a remuneração da taxa básica, mas podem render menos em cenários de queda rápida de juros.
Já títulos prefixados oferecem previsibilidade, porém perdem atratividade quando a inflação supera as expectativas.
Os ativos indexados à inflação, por fim, garantem retorno real, sobretudo em um contexto de expectativa de inflação reduzida, mas sofrem se houver deflação contínua.
Embora rara e muitas vezes pontual, a deflação pode criar janelas de oportunidade:
Preços mais baixos de ações e imóveis podem permitir compras estratégicas, desde que o investidor tenha capital disponível e visão de longo prazo.
Entretanto, a deflação persistente pode desencadear retração de crédito e desemprego, ameaçando a rentabilidade de diversos ativos.
Para enfrentar as oscilações entre inflação e deflação, nada substitui uma diversificação de carteira sólida. Ao mesclar renda fixa, renda variável, imóveis e ativos internacionais, você reduz riscos e preserva oportunidades de retorno.
Lembre-se de revisar sua estratégia periodicamente, ajustando alocações conforme novas projeções e mudanças no cenário macroeconômico.
No fim das contas, o investidor que entende as nuances de inflação e deflação e busca informação constante estará mais preparado para proteger seu patrimônio e aproveitar oportunidades em qualquer fase do ciclo econômico.
Referências