Nas últimas décadas, o mundo testemunhou uma transformação profunda impulsionada pela integração econômica mundial e, mais recentemente, por uma sutil reversão desse movimento.
Este artigo explora os conceitos, causas, impactos e oportunidades criados pelo fenômeno da desglobalização e seu reflexo nos novos corredores de investimento.
Globalização refere-se ao processo de integração econômica, social e tecnológica que conecta países por meio do comércio, investimento e compartilhamento de informação.
Desde o século XVI, nações como Espanha, Holanda e Reino Unido abriram canais de comércio que evoluíram para as cadeias modernas. Já no período neoliberal, EUA, UE e Japão detinham a liderança, promovendo a revolução das tecnologias de informação e a expansão das empresas transnacionais.
Em contrapartida, a desglobalização manifesta-se como um movimento de retração desses fluxos, marcado por protecionismo, controles macroprudenciais e regionalização.
Alguns estudiosos preferem o termo globalização diferente, pois, embora haja redução de mercadorias, cresce o peso dos serviços e do conhecimento na economia global.
A desglobalização gera efeitos negativos e abre novas oportunidades para países e empresas.
Entre os aspectos negativos, destacam-se:
Por outro lado, emergem oportunidades como:
O impacto da desglobalização varia conforme a estrutura econômica e as políticas adotadas em cada território. A tabela a seguir resume efeitos e oportunidades em algumas regiões:
Os corredores regionais têm ganhado destaque; eles conectam mercados próximos, reduzindo riscos e incertezas associados às longas cadeias globais.
O futuro aponta para uma globalização seletiva, em que barreiras serão ajustadas conforme interesses estratégicos.
Recomenda-se que governos e empresas:
Adotar essa abordagem pode mitigar riscos e explorar as novas dinâmicas de investimento, pavimentando o caminho para um desenvolvimento econômico mais resiliente e sustentável.
Referências