Em 2025, o Brasil se destaca no cenário global como protagonista na transição energética, abrindo portas para investidores que desejam não apenas retorno financeiro, mas também impacto positivo no planeta. O setor de energias renováveis vive um momento histórico, marcado por crescimento acelerado, investimentos recordes e uma trajetória promissora.
Com uma matriz elétrica que já ultrapassa 84% de participação de fontes limpas, as oportunidades se multiplicam para quem busca alocar recursos em projetos sustentáveis. Este artigo explora números, tendências e estratégias para orientar suas decisões e potencializar resultados.
O Brasil possui uma matriz elétrica majoritariamente renovável, com destaque para hidrelétricas, usinas solares e parques eólicos. Em 2024, as fontes limpas representaram 88,2% da produção, segundo o BEN 2025. Esse panorama torna o país referência em energia verde, reforçando sua atração para investidores nacionais e internacionais.
Até setembro de 2025 foram adicionados 5.921 MW de nova capacidade, provenientes de diversas fontes. Entre janeiro e setembro, inauguraram-se 27 novas usinas, totalizando 1,4 GW com origem 100% renovável. A projeção até o fim do ano aponta a incorporação de quase 10 GW, consolidando a liderança brasileira no ranking mundial.
O ritmo de expansão impressiona não apenas pela escala, mas também pela inovação. Equipamentos mais eficientes, tecnologias mais acessíveis e eficientes e sistemas inteligentes transformam a maneira de gerar, distribuir e armazenar energia.
Além disso, a capacidade solar atingiu 64,7 GW, enquanto a eólica superou 35 GW em julho de 2025. Pequenas centrais hidrelétricas seguem contribuindo para diversificar a matriz e reduzir riscos associados ao clima.
Em 2025, os negócios em energias renováveis movimentaram R$ 120 bilhões, representando 40% do mercado de fusões e aquisições no país. No setor solar, o crescimento foi ainda mais expressivo: R$ 54,9 bilhões investidos em 2024, com aumento de 30% em relação ao ano anterior.
Na sequência, projetam-se mais R$ 39 bilhões exclusivamente para novos projetos fotovoltaicos até dezembro de 2025. Enquanto isso, a infraestrutura de transmissão e armazenamento deve receber R$ 57 bilhões, reunindo players de todas as origens e intensificando a concorrência.
A geração solar bateu 70,7 TWh em 2024, subindo 39,6%. A eólica cresceu 12,4%, e a oferta interna total de energia elétrica alcançou 762,9 TWh, aumento de 5,5%. O setor residencial absorve quase 80% do consumo de energia solar térmica, enquanto a indústria utiliza mais de 64% de fontes renováveis.
Espera-se que a geração distribuída solar crie 396 mil vagas e gere R$ 13 bilhões em tributos em 2025. Historicamente, o segmento já movimentou mais de R$ 200 bilhões, consolidando seu papel como indutor de desenvolvimento econômico e social.
O Brasil deve manter a liderança entre os países que mais adicionam capacidade renovável. A participação de energias limpas no mercado de M&A continuará crescendo, atraindo fundos de private equity, bancos de desenvolvimento e empresas de tecnologia.
Espera-se a consolidação de novas parcerias público-privadas, especialmente na construção de redes inteligentes que maximizem o uso de baterias e otimizem o fluxo energético. Além disso, a curva de aprendizado proporcionada pelos projetos em operação tende a reduzir custos e aumentar a eficiência, criando um ciclo virtuoso de expansão.
Investir em energias renováveis em 2025 significa não apenas apostar em lucro financeiro, mas também ser protagonista de uma revolução verde. Ao alinhar capital e propósito, investidores e sociedade colhem benefícios duradouros, elevando o Brasil a referência mundial em sustentabilidade e inovação.
Referências